Transporte de Água em Porto Alegre da Zona Norte

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Notícia do Blog:

Descarte de resíduos hospitalares exige cuidados especiais

No Brasil, cerca de 150 mil toneladas de lixo urbano são geradas por dia, sendo que 1% a 3% dessa quantidade é produzida nos estabelecimentos de saúde. Desse total, entre 10% a 25% representam risco à saúde. Agulhas, bolsas de sangue, seringas, curativos, medicamentos a até mesmo materiais radioativos estão entre os principais resíduos descartados por unidades de saúde, necrotérios, consultórios e clínicas veterinárias.

Também podem ser encontrados em locais como centros de pesquisa e laboratórios de farmacologia. O descarte de resíduos deve ser feito conforme o tipo de dejeto. No caso do lixo hospitalar, a destinação irregular desse material representa um grande perigo, tanto para a saúde das pessoas quanto para o meio ambiente.

O descarte de resíduos dos serviços de saúde exige cuidados especiais e seguem normas rigorosas determinadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo ela, o lixo hospitalar deve ser descartado da maneira correta, com todos os resíduos embalados de acordo com a procedência e, principalmente, em relação às substâncias presentes.

O maior problema é o chamado “lixo infectante – classe A”, que representa um grande risco de contaminação, além de poluir o meio ambiente. A maior parte dos estabelecimentos não faz a separação deste material e o descarte de resíduos desse tipo acaba sendo em aterros junto com o lixo normal ou para a fossa. Segundo resoluções da Anvisa e do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), cada estabelecimento de saúde deve ter um plano de gerenciamento de resíduos que contemple desde o armazenamento até a destinação final.

– É considerado lixo hospitalar (resíduo hospitalar) substâncias sólidas, semissólidas e em estado líquido como: sangue e hemoderivados, excreções, líquidos orgânicos, secreções em geral, meios de cultura, tecidos e órgãos, peças anatômicas, seringas e gazes usadas, filtros de gases aspirados, resíduos de áreas de isolamento e de laboratórios clínicos, assim como lixo hospitalar de unidades de atendimentos ambientais e de unidades de internação.

– O gerenciamento, destinação e descarte de resíduos de saúde são regulamentados pelas Resoluções nº 306/2004, da Anvisa, e nº 358/2005, do Conama. As normas abrangem hospitais, unidades públicas de saúde, clínicas, farmácias, laboratórios de produtos farmacêuticos, serviços de acupuntura e tatuagem, entre outros.

– A Anvisa determina que os materiais sejam separados em resíduos especiais (materiais farmacêuticos, radioativos e químicos), resíduos gerais (materiais de áreas administrativas como sucatas, embalagens e resíduos alimentares) e resíduos infecciosos (materiais que contém sangue humano, resíduos de diagnósticos, drenos e gazes, materiais perfurocortantes, biopsias e amputações, resíduos de tratamentos como sondas, material patológico, dentre outros).

– No descarte de resíduos farmacêuticos, todo material deve ser direcionado de volta aos seus fabricantes para o correto descarte. Importante destacar que a regra deve ser seguida também pelos consumidores. Comprimidos e remédios vencidos ou que não serão mais utilizados não devem ser descartados no lixo ou no vaso sanitário. Muitas farmácias contam com pontos de coleta de medicamentos, que serão encaminhados aos laboratórios fabricantes.

– A fiscalização dentro dos estabelecimentos de saúde compete à Vigilância Sanitária. Já o acompanhamento do descarte de resíduos compete aos órgãos ambientais municipais e estaduais. As penalidades para a disposição inadequada dos resíduos de saúde estão previstas na Lei de Crimes Ambientais, de nº 9.605/98.


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